Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Whisky a go-go



Meu novo blog. Clique aqui para apreciar sem moderação

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Helloween: Carrapicho em Russo

Nada melhor do que isto para avisar que o helloween está chegando. O Tio Chico da Familia Adans tocando xilofone numa versão russo da música Bate Forte o Tambor da banda Carrapicho. É aquela mesmo: bate forte o tambor eu quero é tic tic tic tá! ou coisa do tipo.

Um dia como outro qualquer

Levantei-me como levanto-me todos os dias. Primeiro o pé direito pra fora da cama, depois o esquerdo. Ainda de olhos fechados, tateio a cabeceira da cama a procura do relóginho tic tac que achei no lixo “ostrodia”, vem a infeliz verdade que diz: já é hora de levantar. Me coloco de pé, cambaleio e quase caio, a curtos passos vou até o banheiro. Cumprimento o patinho de borracha amarelo como faço todos os dias. Hoje ele não me cumprimentou, deve estar de mau humor, na verdade há tempos ele não dirige a palavra a mim, devo ter magoado o coitadinho. Mas hoje trago sais para colocar na banheira acho que ele vai gostar.

Saio do banheiro e vou tomar café da manhã, resolvo inovar e tomar café com leite, então esquento leite e faço o café com ele – preciso economizar na água, tenho gastado muito com o patinho de borracha. O gosto não é dos mais agradáveis, então ponho açúcar e chocolate em pó, me disseram uma vez que isso se chama capuccino. Por azar, derramo todo meu capuccino na roupa, mas aí me lembro que estava sem roupas. Que sorte, ardeu, mas não tem problema, pelo menos não sujou minha calça nova. Comprei em 10 prestações e termino de pagar mês que vem.

Por causa do café resolvo tomar banho, meu patinho me olha com indiferença, tento me aproximar, mas ele não dá a mínima. Então tomo banho de mangueirinha, não queria molhar meu boné. Termino o banho e visto a roupa. É hora de trabalhar. Na rua as pessoas me olham de um jeito diferente, pensei ter calçado os sapatos em pés errados novamente, mas graças a Deus, desta vez era somente pares diferentes de sapato. Menos mal, quando se calça pés trocados encrava a unha.

Vou pegar o ônibus, mas ele passa direto. Provavelmente perdi meus poderes de telepatia e o motorista não conseguiu me ouvir, ou então, ele deve ter sido abdusido por alienígenas que instalaram um chip bloqueador na cabeça dele. Esses malditos extra-terrestres, continuam querendo atrapalhar minha vida. Da outra vez, conseguiram anular meu poder de andar sobre as águas e me prenderam por nadar no chafariz da cidade.

Lembro então que já não tenho mais emprego, então não preciso ir trabalhar. Me disseram que eu estava inapto para o serviço. Seja lá o que isso quer dizer, sempre achei que merecia ser algo muito maior do que um simples faxineiro.Acho que vem promoção por aí. Enquanto isso vou curtir minhas férias, tudo bem que está demorando, mas semana que vem faz um ano que isso aconteceu, talvez agora me chamem de volta. Eles devem estar preparando uma surpresa para mim, afinal, não me deixam entrar lá mais. Isso tem cara do Antenor do Almoxarifado, ele sempre me evitava nos corredores, mas acho que era porque tinha medo de eu descobrir algo e então acabar com a surpresa.

Resolvo voltar pra casa e a molecada lá da rua começa a pegar no meu pé. Cantando aquela música: “tá todo mundo maluco, maluco, maluco / ta todo mundo doidão, doidão, doidão”. Não sei porque mais me chamam só de Lelé aqui na rua, e vivem dizendo que eu deveria voltar para o não sei o que Veloso. Mas esse povo não entende que não conheço nenhum Veloso, e muito menos que não sou gay. Se fosse Velosa, eu até me sentiria inclinado a conhecer a donzela, mas Veloso não dá não. Não gosto de pêlos.

Quando chego em casa lembro dos sais de banho que prometi pro patinho, preciso fazer as pazes com ele. Afinal, é um grande amigo e é muito importante, me falaram no dia que conheci que ele veio lá do Paraguai, mas que tinha sido feito na China. Os pais deles devem ter viajado muito, porque é longe né?!

Vou para a loja, e os atendentes me olham com cara feia, eu sorrio e explico que calcei os sapatos errados sem querer, mas na hora que sorri a cara piorou. Tenho que pedir a dentadura praquele moço que me passou uns numero pra apertar na maquininha. Porque eu fiz tudo direitinho do jeito que ele combinou comigo. Me falaram que isso era compra de voto, mas eu chamo de troca de favor. Afinal, ter só dois dentes é complicado, causa muito constrangimento nas pessoas. Só sei que as moça deve ter gostado de mim, porque me deram o tal sal de banho de graça e ainda ganhei sabonete e uma bucha bem dura. A moça ainda fez questão de me acompanhar até a esquina, só para ter certeza de que eu chegaria bem em casa. Adoro gente atenciosa.

Então voltei para casa, todo feliz com a sacolinha que ela me deu. Cheguei, peguei a bacia de tomar banho enchi daquela coisinha. Você tinha que ver a cara de alegria que ficou o patinho. A gente si divertiu muito a tarde toda.

A noite fui dormir, lembrei de todo o meu dia e sorri, dei gargalhadas, me acalmei, recobrei o juízo e chorei. Porque apesar de tentar rir de todas as humilhações que passo quase todos os dias, assim como você fez durante a leitura, nem sempre consigo. Porque a piada perde a graça quando se á o motivo das risadas.

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Apenas Isto

I

Como poderia viver
Sem o torpor do sexo
Sem a loucura do desconexo?

Como poderia ser
Rimar em prosa e
Discursar em verso?

Como poderia ter
Simplicidade o complexo
Semelhança entre côncavo e convexo?

Como poderia voar
Se me tapam a visão
E não consigo tirar os pés do chão?

Como poderia crescer
Sem ser criança na hora de ser
Com milhões de coisas por fazer?

Como poderia descrever
O amor e o ódio eterno
Se sempre fosse tenro?

Como poderia sentir
Se a indiferença imperasse em mim
E soubesse sempre aonde ir?

Como poderia chorar
Sem sentir a dor daquele que chora
Sem sentir o desespero daquele que se apavora?

Como poderia me envergonhar
Das coisas que nunca fiz
Das coisas que nunca saíram do pensar?

Como poderia sentir culpa
Sem nunca ter magoado
Sem nunca ter errado?

Como poderia saber
Sem antes perguntar
Sem nem sequer se importar?

Como poderia amar
Sendo este ato tão subjetivo
E meu coração tão objetivo?

Como poderia fracassar
Se tenho medo de me arriscar
Mesmo sabendo que posso ganhar?

Como poderia estranhar
Me questionar com tanta razão
Coisas sobre emoção
Se os versos que aqui se encerram
Não falam de mim, nem de coisas do coração
Apenas fazem parte do processo de criação?

II

Não me interpele com questionamentos
Não me pergunte sobre sentimentos
Não pense nestes versos como sofrimento

Não deturpe o que está escrito
Não vá além do que está descrito
Não há versos entre versos
há apenas o vazio dos espaços

Não há espaço para a subjetividade
Não há espaço para a relatividade
Tudo é resultado da junção
de palavras de concreto e um pouco de criatividade

Assim como um prédio é um prédio
E uma cadeira é uma cadeira
Este poema nada mais é que uma poema
Apenas resultado de mais uma brincadeira

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Poeta Frio e Concreto

Poesia fria e concreta
Que ataca a felicidade de quem cerca
Que mata a esperança de quem tenta
Que traz a rios abundantes a seca

Poeta frio e concreto
Demasiado longe da ilusão
Demasiado perto da solidão
Descrente da força de uma paixão

Poesia fria e concreta
Concreta como asfalto e fria como gelo
Que traz neve ao mais caloroso verão de janeiro
Que substitui a cadencia do amor pelo odor do desespero

Poeta frio e concreto
Que vive um pesadelo desperto
Que conhece a amargura de perto
Que vaia o bobo e vaia o esperto

Poesia fria e concreta
Que dos mais doces sonhos desperta
Que sombreia a cidade, silenciosa e discreta

Poeta frio e concreto
Que um dia amou com fervor
Que um dia desconhecia o pudor

Poesia fria e concreta
Que diante dos que amam desconcerta
Que seus maiores medos te entrega

Poeta frio e concreto
Que já viveu como vive no sonho
Que morreu como se fosse um estranho

Vovó Mafalda x Xuxa

Vovó Mafalda x Xuxa quel é o melhor?





Dica do Mysterious Man by twitter

Update: Xuxa consegue piorar o impiorável.

Amores Imperfeitos

Fico com a frase “... e amores imperfeitos são as flores da estação” daquela musiquinha bonitinha do Skank na cabeça e neste exato momento me lembro da eterna insatisfação de todos aqueles que amam, amaram, ou pretendem faze-lo.

Como bom ariano que sou, sou eterno fã dos jogos de sedução, da conquista, da luta intensa para ter o amor de alguém. Porém, contudo, todavia, entretanto (“prolixia” aqui é mato) “inexplicavelmente” depois de meses de luta constante, cortejos às donzelas das mais difíceis e horas empenhadas na arte do galanteio, simplesmente perdia todo o interesse pela pessoa que outrora dominavam meus pensamentos.

Recordo de um relacionamento tão antigo quanto a história do mundo em que isto aconteceu de forma tão latente que me fez perceber que relacionamentos duradouros poderiam não servir para mim.

Era verão, ou não, este tempo doido não me permite lembrar com clareza. Mas o fato é que fazia calor, muito calor. Então conheci Lo (Deixemos claro aqui, que Lo é apenas uma referência a pessoa, que não se chama Lo e tampouco era conhecida como tal). Pois então, Lo não era das mais lindas, nem das mais simpáticas, nem das mais nada, era mais uma entre tantas, mas sua amiga me disse um frase e daí já bastou: ELA É DIFÍCIL!

Pra que ela foi dizer isso? Imediatamente, me pus a galantear a donzela. Difícil que ela era, sua fama de beata de igreja não podia se diferir muito, ou vice-versa. Mas, o fato é que até passei a ir mais à missa. Todo domingo lá estava eu, e, é claro, a donzela. Assistia toda a missa de forma exemplar, até consegui não conversar durante a homilia, e isto era difícil.

E foi assim durante meses, no mínimo uns 3. Daí vieram as festinhas e nesta altura já era quase junho. E por mais que eu investisse a garota não se deixava cair em tentação. Era chamego, carinho, algumas frases feitas, porém inéditas. Me desdobrava em mil – detalhe, na época eu era um durango, não tinha um puto no bolso, então ficava ainda mais difícil. No fim das contas, um belo dia consegui.

Não lembro o que falei, nem como falei, nem por que falei, só sei que consegui. Fiquei com a minha musa, o meu Graal, me objeto de desejo, obsessão e paixão. Pela primeira vez, senti que podia ser determinado em algo, tinha uma história linda para contar para meus filhos e posteriormente para meus netos. Coisas muito bacaninhas que pensei por exatos 3 dias.

Foi coisa tipo assim: Ficamos dia 10, 11, 12 e 13 e despachei a garota no dia 14. Foi uma coisa terrível, pra ela é claro. Nunca tive problema para romper qualquer tipo de coisa. Ouve gritos e choro, fui chamado de cachorro, enganador, mentiroso, canalha e algumas coisas que minha mãe não se orgulharia nada de ouvir a meu respeito.

E depois de devanear por essa história insólita de minha vida, eu me lembrei que queria falar sobre amores imperfeitos, mas acabei falando sobre outra coisa totalmente diferente. Desatenção da P($*)#(*$.

Só para não decepcionar quem chegou até aqui a procura de uma palavra sobre os amores imperfeitos, sirvo-lhe uma frase: Todo amor é imperfeito. Então para de reclamar de seus cônjuge, ou ex-cônjuge e aceite a vida como ela é. Principalmente, as mulheres. Com a falta de homem que está no mercado, o melhor a pensar é “Em terra de cego quem tem olho é rei”. Aos homens, que se dispôs a ler um texto sobre amor, vai aí mais uma dica. Se todos dão em cima de sua mulher troque-a por uma feia, ter ciúmes deste tipo de cidadã é a mesma coisa que colocar alarme em Fiat 147. E se você não quiser trocar pense assim: Melhor dividir um filé de vez em quando, do que roer osso sempre.

That´s all folks.

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Compartilhando: Sou Pára-raio de Doido

Mulheres e homens também,

Sabem aqueles tipos de pessoas doidas que vivem atravessando nossas vidas, e nos fazem entrar em cada relacionamento um mais sem cabeça que outro? Pois é, agora imagina os casos mais insólitos contados por mulheres, todos eles em um único lugar, no caso o blog Sou Pára-raio de Doido.

Abaixo um exemplo, se gostar veja in loco. Caso não ache interessante visite assim mesmo, provavelmente você achará alguém parecido com aquele seu ex-namorado completamente pirado. Lá o texto também está mais bem formatado, capricho com essas coisas nunca foi meu forte.

O caso do doido inseguro

Caso clínico:
Homem, 31 anos, loiro, olhos castanhos, 1,80m, fotógrafo (não de casamentos). Nós nos conhecemos em uma exposição de fotos dele aqui em SP. Desde o início, ele se mostrou muito galanteador, como dizia minha avó. Apesar de um pouco prepotente às vezes, era uma pessoa muito inteligente AND divertida.

Aliás, já disse aqui que deveria ser obrigatório todo homem ter bom humor? Ficadica.

Pois bem, as conversas com ele eram sempre deliciosas, duravam horas sem que percebêssemos. Freqüentemente tínhamos opiniões divergentes, discutíamos e, vez ou outra, ele reconhecia que eu tinha razão. Não que eu tivesse sempre, mas mesmo quando eu estava certa, ele tinha dificuldades pra reconhecer isso.

O sexo era bom também. Um pouco "pão com ovo" (ele era um tanto tradicional), mas nada que fosse preocuLpante ou que não desse pra melhorar com o tempo e a intimidade. Sim, porque eu tinha planos futuros com ele.

Estava saindo com ele havia quatro meses quando descobri que, paralelamente, ele estava saindo com outra menina também. E eu a conhecia. Era bonita, admito, mas até aí eu também sou bem ajeitadinha. Tirando isso em comum, nada mais posso dizer. Na verdade, ela era o meu oposto. No círculo de amizades do qual fazíamos parte, ela era conhecida como a menina "burrinha". Não ia ao cinema, não ia ao teatro, gostava de ler Capricho (ela tinha 20 anos) e Veja (desculpem, mas, pra mim, ler Veja é um mau sinal) e se aventurava por livros como Marley e Eu, O Código Da Vinci e toda a coleção de Paulo Coelho (ARGH!). Seu gosto musical não era nada melhor: funk pancadão e axé music não saíam do seu MP3. Ok, termina aqui meu desabafo.

Fiquei chateada, óbvio, mas o que mais me intrigava era o fato de eles não terem nada a ver um com o outro, afinal, ele também odiava todas as coisas que eu acabei de citar. No entanto, ele saía mais com ela do que comigo. Até o dia em que ele começou a sair SÓ com ela e não mais comigo.

Curiosa, indignada, e sem orgulho algum, resolvi esclarecer essa situação com ele. Peguntei sem rodeios o que ele tinha encontrado nela que eu não podia oferecer. E ele disse:

- Ela concorda comigo em tudo. Aceita o que eu digo sem discutir porque sabe que eu sou melhor do que ela. E você não admitia isso.

Diagnóstico inicial:
Insegurança Aguda (IA), Instintus Masculinus Exacerbadus (IME), Egocentrismo Terminal (ET) e Prepotência Múltipla (PM).

Tratamento aplicado:
Ignorei tal comentário porque não é possível que um homem DE VERDADE pense assim. Não sou ingênua, eu sei que isso é mais comum do que imaginamos. Não gostaria de generalizar, mas é fato que muitos homens gostam de ter controle sobre as mulheres, gostam de se sentir superiores e ficam com medo quando alguém os faz pensar quando são questionados sobre suas atitudes e opiniões. Eles se sentem menos homens com mulheres que pensam.

Resultado obtido:
Exatamente dois meses depois que tinha começado a sair só com ela, ele me liga querendo conversar. Naquele tempo eu andava meio benevolente, então aceitei o convite. No restaurante, ele disse que tinha se arrependido de ter ficado com a moça "bonita e burra" e que queria ter uma nova chance com a moça "bonita e inteligente". "Bonita e burra" e "bonita e inteligente" foram palavras dele. E num momento de puro êxtase eu disse "não, obrigada". Porque sou dessas que não gostam de homens inseguros, mas que se divertem de maneira sádica colocando os cães arrependidos pra correr.

Domingo, 19 de Outubro de 2008

Eu Desejo Morder Mulheres



Video Cult Pseudo-Intelectual

No fundo é só uma grande bobagem mesmo

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Às vezes, o sol faz arder

- Passa protetor solar menino.

Talvez esta seja a frase que mais escutei em toda minha vida. Desde pequeno tive a pele muito clara e por isso minha mãe sempre me lembrava de passar o bendito bloqueador solar, e nem assim escapava do vermelhidão no dia seguinte. Eram sessões de lambuza atrás de sessão de lambuza. Ficava até brilhando de tanto protetor, isto quando não ficava aquela camada branca por cima da pele.

Mas por que me lembrei disto? Talvez porque esteja um calor infernal aqui no escritório, ou ainda porque é recesso escolar por aqui. Gostávamos de viajar nesta época, afinal, baixa temporada tudo é mais barato e, diga-se de passagem, mais vazio.

Mas talvez tenha me lembrado disso, por ter me lembrado de outros conselhos que meus pais me davam quando pequeno e insistia em não segui-los. Não pegue coisas emprestadas, faça seus deveres, estude para a prova, não tome detergente, não converse com estranhos, não cace briga e por aí vai.

Não, talvez também não seja isto. Talvez seja aquele texto traduzido por Pedro Bial – Filtro Solar. Lá ele diz que não pode dar muitos conselhos apenas que se use filtro solar. Talvez ele também tivesse uma mãe assim como a minha que gostasse muito de filtro solar. Mas, pensando bem, na infância do Pedro Bial, não devia estir o Sundown e outros do gênero.

Já sei porque me lembrei disto. Foi por causa das tais conseqüências. Aquelas, que nossos pais sempre nos falavam que existiam mas acreditávamos nelas tanto quanto em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Político Honesto. Sabíamos que poderíamos até arcar com algumas conseqüências mas nenhuma delas seriam tão ruins afinal, quem dosava tais conseqüências eram nossos pais.

Mas algumas eram inevitáveis, como, por exemplo, sair ao sol sem protetor solar. Isso era do mal, a natureza é impiedosa, ela não quer saber os motivos pelos quais você tomou aquela atitude e as conseqüências você sente, literalmente, na pele. Saia sem protetor e noutro dia, pronto. Acabou-se praia, sol, banho de mar, castelinhos de areia e passeios diurnos pela orla. Nem adiantava chorar pelo leite derramado, ou melhor, pelo protetor desprezado.

Talvez, se todas as pessoas tivessem sofrido com o descaso com o protetor solar, se preocupariam muito mais com o que fazem hoje. Porque quem sofreu sabe, que o sol pode até se muito legal na hora, mas às vezes, o sol faz arder.